Hi, people!
Hora de contar as novidades, né?
Pois eis que, como outros milhares de curitibanos, fui passar o ano novo em Guaratuba. Na casa em que fiquei, a idade média das pessoas era de 60 anos. Fiquei no mesmo quarto que uma senhora com quem eu tinha conversado pouco até então. Líder espiritual da seicho-no-ie, mística, siliconada, namoradeira, desbocada. Não tinha ainda conhecido uma sessentona tão... liberal. Mas, como não podia deixar de ser, me deu conselhos sobre a vida: "Querida, melhor ficar longe dos diabéticos. Eles são brochas." Isso sem contar as outras respeitáveis senhoras que, irritadas com o trânsito, como todo bom cristão, soltam "filho da puta desgraçado", "mas que merda", "estrupício", "puta merda", e depois dizem, constrangidas, "desculpa, filha".
Não puderam faltar também as mandingas da virada. Pra atrair dinheiro, comer lentilha, guardar uma folha de louro na carteira e ganhar uma moeda - esta deve ser conservada na carteira durante todo o ano e ser usada pra comprar doces pras crianças no último dia de dezembro. Aí, pra garantir a sorte em cada mês, comer uvas e guardar 12 sementes dentro do guardanapo da festa, que deve ser levado na bolsa o ano todo. Pra fazer mais alguns pedidos comemos uma banana, abrindo a casca em quatro. Em cada uma das partes da casca, escrevemos um pedido e enterramos-na. Que a Mãe Terra realize todos eles!
Dia 4 subi a serra porque me aguardava o estágio da UT. Desde então, todos os dias estou lá. Aliás, semana passada deu um temporal, queimou o transformador da rua e a universidade ficou às escuras. Não tinha ninguém nos laboratórios nem no departamento. Passei duas horas sozinha naqueles corredores sombrios até que aparecessem meus salvadores.
Apenas agora os alunos e professores estão retonando das férias pra continuar os trabalhos de pesquisa.
Também tenho aproveitado cada um dos últimos dias pra ficar com meu amado provisório, antes que ele parta. E, só pra acabar comigo, as coisas ficam melhores a cada dia em que a despedida definitiva se aproxima.
No fim-de-semana, fui a um casamento em Floripa, ou melhor, Palhoça. Tudo aconteceu num hotel-fazenda maravilhoso. A cerimônia foi linda. O salão em que a cerimônia foi realizada era no meio de um lago. A noiva chegou contornando as águas, cantando pro noivo, que chorou, emocionado. O pai da noiva foi quem celebrou a união e o sermão ficou bem informal, divertido. Mas o auge mesmo foi a troca das alianças: o discurso do noivo foi lindo. Algo como "Olhando no fundo dos seus olhos azuis, prometo te amar e te respeitar na saúde, na doença e mesmo com rinite. Na riqueza (e nós ainda vamos ser ricos, se Deus quiser!), na pobreza, e mesmo quando a gente bateu o carro. Eu te amo, porque você é uma mulher maravilhosa e cheia de defeitos (assim como eu), e quero casar com eles também. Quero te fazer feliz por todos os dias da sua vida." Foi digno de final de comédia romântica. Todo mundo chorou. E a festa durou o dia todo. A decoração foi feita apenas com flores naturais, de um modo requintado, mas simples. Definitivamente o casamento mais divertido da minha vida.
Novamente em casa, vivi aventuras que é melhor não contar aqui.
Ontem, conheci a família toda do digníssimo e hoje é meu último dia com ele. Amanhã ele se vai e fico eu chorosa aqui.
:'(
Alguém aí disposto a encher a cara de doces comigo?
Beijos, cheios de saudades de vocês.
=*
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Eva D always com suas histórias engraçadas e surreias...
ResponderExcluiressa além d tudo tem inúmeros toques de comédias romanticas além do casamento neh...
topo doces sim, why not, brioche um dia desses?
bjs
Opa! Brioche é uma ótima!
ResponderExcluir=D
Só marcar... hI
ResponderExcluirAdorei! Diabéticos not?! LOL *=* Comédia romântica? Post demais ;*
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